domingo, 9 de maio de 2010

flor do cactus

ao lixo ela disse estar acostumada.
estranho como os asnos jogam boas coisas fora.

ela me lembra minha mais selvagem essencia
lingua de fora e careta no retrato de familia.

personalidade forte. espirito livre.

que joia rara. pesada. densa.
intensa. linda.

sem cabrestos ela segue
por onde seus passos entenderem de ir
como um buraco-negro ela me atrai
em seus olhos so vejo o desgoverno e o caos


para colher a flor do cactus, é preciso enfrentar com os espinhos
mas seu cheiro compensa toda sua falta de cor.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

dois blogs, arte, gramatica, mestre buk x lewis bicha

esse novo blog é mais reservado.
sera se eu sabia daquele outro blog?

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pra quem sabe ler, um pingo é um ponto.

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a arte nua que nasce na rua;
o conto sujo do perdedor
a outra face da moeda de ouro.

ele não quis fazer parte do sonho americano
foi pela contramão, e acabou chegando onde queria.
onde sabia que acabaria chegando um dia

na cova.

arte?
a arte é um insulto.
a arte é o fruto da sobra,
sobra de dinheiro, sobra de tempo, sobra.

e quando sobra de um lado, falta do outro,
daí vem o insulto.

um dia porém, sobrou raiva
sobrou injustiça,
sobrou talento.

aí sim surge a arte
falando o que não queria ser ouvido, mas era necessario que se falasse.


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A maxima expressão da arte verbal jaz no bom e velho puta que pariu, assim como a maior herança linguistica da boa e velha patria-mãe Portugal é a mais rica expressão do que a própria fez à patria-filha Brasil: Foda.



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ela não gosta do velho safado. acha feias as palavras dele. prefere o lisérgico pedófilo que masturbava a menina de vestido azul e branco.

"enquanto a pica do gato gordo sai, e entra rasgando,
o coelho chupa a ponta dos seus dedinhos sujos de cogumelo,
trazendo tanto asco quanto prazer,
enquanto a pica do gato gordo entra e sai, rasgando."

poderia ter dito ele, se fosse sincero.