quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

conto #1

Eu ouvia o tema do Poderoso Chefão, de Nino Rota, e isso de alguma forma pode ter ajudado a começar. Quando voltei ao computador vi que ela estava disponível para conversar. Comecei um papo sobre rock e logo me pareceu que se tratava de uma interiorana querendo mostrar o valor da inclusão social. Evidentemente sabia algo sobre sub-gêneros de rock, mas quem não sabia? Talvez tenha tentado impressionar. Se mostrou aberta demais: havia algo, talvez um problema. Talvez fosse uma daquelas gordinhas de cabelo descolorido, talvez apenas uma daquelas cabeças de minhoca. Para praticar um pouco e mais ainda para evitar o tédio fui dando corda. Havia sido fisgado pela curiosidade, que agora trabalhava a seu favor, mas bastaria um passo em falso para por tudo a perder; e eu simplesmente me esqueceria. Queria de alguma forma vê-la, não pessoalmente, não ainda. Queria uma foto, um perfil virtual desses sites de relacionamentos. Ela transmitia alguma vitalidade mesmo por meio de um diálogo enfadonho de internet, um quê de personalidade e inteligência. Ainda é cedo para esperanças, mas pelo menos minha curiosidade se mantém acesa. Não gosta de redes sociais, não gosta de pop, gosta de música trash. Personalidade. Talvez até demais. Julgamento pesado sobre o pop, compatível com o meu, diferente apenas na forma de expressar: mais direto